Esqueça a imagem tradicional do chá. Segundo o jornal “The Economist”, Xangai é, hoje, a cidade com o maior número de cafeterias do planeta, superando ícones como Londres e Nova York. É nesse cenário de ebulição, onde uma nova cafeteria abre a cada esquina, que o projeto setorial “Brasil. A Nação do Café” desembarca para a Hotelex Shanghai 2026 (de 30 de março a 2 de abril).
A missão brasileira chega à China com um objetivo claro: mostrar que o país é agora a bola da vez para abastecer o paladar cada vez mais exigente da Geração Z chinesa.
O que é a Hotelex?
Para entender a estratégia, é preciso dimensionar o evento. A Hotelex Shanghai não é apenas uma feira, mas a principal plataforma de negócios para o setor de hospitalidade (HoReCa) em toda a Ásia.
Ocupando os gigantescos pavilhões do National Exhibition & Convention Center (NECC), o evento reúne mais de 3.000 expositores que definem as tendências globais para hotéis, restaurantes, panificação e bebidas. É um ecossistema onde compradores de grandes redes internacionais buscam desde maquinário pesado até ingredientes premium. Dentro desse universo, o pavilhão de cafés se destaca como o centro nervoso onde importadores definem o que será bebido na China nos próximos anos.
A corrida pelo café especial
O mercado chinês vive uma revolução silenciosa. O consumidor jovem trocou o café instantâneo pelo grão torrado na hora. E ele quer saber o que está bebendo. “A China não está apenas bebendo mais café, ela está bebendo café melhor. E é aí que o Brasil entra com sua diversidade sensorial”, Luisa Nogueira, jornalista especializada em agronegócio e produtora de cafés especiais, esteve na China no mês de janeiro produzindo um documentário sobre o consumo de café especial no gigante Asiático.
Conforme a análise geopolítica de Marcos Troyjo, o crescimento do consumo interno chinês (cerca de 20% ao ano) impõe um novo critério de seleção de parceiros comerciais, focado no binômio escala e sofisticação.
Brasil: A Nação do Café
A participação na Hotelex é parte do projeto “Brazil. The Coffee Nation”, realizado em parceria com a ApexBrasil. Os números provam que a estratégia funciona: em apenas cinco anos, as exportações brasileiras para a China quintuplicaram.
Em 2026, no pavilhão do NECC em Xangai, o Brasil não vai apenas vender sacas. Vai vender a experiência de um país que transformou a cafeicultura em ciência e arte.
Empresas interessadas em fazer parte do projeto “Brasil. A Nação do Café” podem se inscrever e obter mais detalhes através do link abaixo: https://shor.by/iUEo.